DEDETIZAÇÃO

CONTROLE DE PRAGAS EM SOROCABA

No CONTROLE DE PRAGAS EM SOROCABA nós da ALCANCE DEDETIZADORA adotamos os princípios da PREVENÇÃO e para tanto utilizar todas as técnicas gerenciais que se fizerem necessárias, técnicas essa chamada de MIP – Manejo Integrado de PRAGAS: Sistema que incorpora duas linhas de ação – Preventivas e Corretivas. Estas visam impedir que vetores e outras PRAGAS ambientais possam gerar problemas significativos. É também uma seleção de métodos de CONTROLE, e o desenvolvimento de critérios que garantam resultados favoráveis sob o ponto de vista higiênico, ecológico e econômico.

Baratas

Baratas são insetos da ordem Blattodea que habitam nosso planeta há pelo menos 320 milhões de anos como indica o registro fóssil da espécie Paleoblattadouvillei. Desde sua origem, sobreviveram às mudanças geoclimáticas ao longo da história da Terra, e colonizaram o planeta como um grupo bem sucedido. Atualmente, existem ao redor de 4.000 espécies viventes, porém, somente 30 delas adaptaram-se ao meio ambiente urbano. Isso representa menos de 1% da diversidade global de baratas, ou seja, um número bem reduzido de espécies são potencialmente sinantrópicas (vivem próximo da moradia humana). Além disso, apenas 4 destas espécies podem ser vetores mecânicos de doenças, já que carregam junto ao corpo patógenos que prejudicam a saúde humana, principalmente o trato gastrointestinal.
De modo geral, as baratas sinantrópicas apresentam corpo oval, largo e achatado, cabeça curta e antenas longas e móveis, com função na comunicação, no reconhecimento do parceiro durante o cortejo de acasalamento e nas percepções de odores. Possuem elevada taxa reprodutiva, já que a fêmea é capaz de gerar dezenas de descendentes de uma única cópula com um macho. Esses insetos são, por excelência, onívoros e forrageiam à procura de comida e água durante à noite, devido a maior proteção contra predadores que a ausência de luz pode proporcionar. Esses insetos habitam o interior de fendas e rachaduras, onde encontram abrigo, calor, umidade e acúmulos de sujeira como restos de comida e entulho.

As espécies mais comuns de interesse médico estão:
Periplaneta americana, popularmente denominada de barata americana, barata vermelha, barata voadora ou barata de esgoto, A barata americana é a maior espécie doméstica podendo chegar de 4 a 5 cm de comprimento. Ela apresenta uma coloração avermelhada com um bordo amarelo vivo no escudo protetor da cabeça e as asas, no macho, ultrapassam um pouco o comprimento do abdômen, enquanto que das fêmeas possuem o mesmo comprimento do corpo.
Blatella germanica também conhecida como barata alemãzinha, "francesinha" ou paulistinha. possui altíssima taxa reprodutiva sendo a espécie de maior freqüência nas cozinhas. É um inseto pequeno com comprimento aproximado de 1,5 cm e apresenta duas faixas longitudinais mais escuras no escudo protetor da cabeça.
Blattaorientalis cujo nome popular é barata oriental, bastante comum no Brasil, caracteriza-se por não voar devido ao reduzido tamanho das suas asas. Têm coloração marrom escuro e os machos medem cerca de 3 a 4 cm de comprimento enquanto as fêmeas por volta de 2 a 3 cm. No Brasil, outras baratas domésticas também podem viver e reproduzir-se junto ao ambiente urbano, entretanto com menor freqüência ou em regiões específicas do País.
As baratas são insetos ovíparos ou ovovivíparos. Normalmente, seus ovos são depositados dentro de um estojo ou cápsula protetora denominada ooteca, também vulgarmente chamado de "ovo de barata". Adaptaram-se bem ao meio ambiente urbano e convivem de modo desarmônico com a sociedade humana, já que, além do pavor que representam para algumas pessoas, podem carregar consigo patógenos prejudiciais à saúde. Entretanto, vale ressaltar que no seu ambiente natural esses insetos desempenham o papel ecológico de cicladores de nutrientes e de redução da madeira morta, aspectos fundamentais para manutenção da vida no planeta.

Métodos de controle
INSPEÇÃO DO LOCAL: Antes de se tomar qualquer medida de controle, o monitoramento do local é importante para verificar o nível de infestação, bem como foco e o número de espécies existentes. A inspeção visual e o uso de armadilhas são bons métodos de averiguação e a depender dessa estimativa decide-se a estratégia de controle e a necessidade ou não de intervenção química. Adoção de Medidas Sanitárias: Eliminação de fontes de alimentos e higienização da área são essenciais para o sucesso no controle das baratas.
MANEJO DO AMBIENTE: Devemos verificar os locais onde há acúmulo de lixos recolhendo-os ou fechando-os hermeticamente, devendo manter a casa sempre limpa e o terreno em volta sempre capinado. Devemos conservar os alimentos longe do alcance das baratas (impedir o acesso ao alimento) Devemos eliminar os esconderijos rebocando-se frestas e outras fendas.
CONTROLE QUÍMICO: Hoje em dia existem vários tipos de formulações inseticidas que podem ser aplicadas com segurança no ambiente doméstico, desde formulações líquidas, até sólidas (iscas a base de gel, grânulos, armadilhas, etc.).
A aplicação de inseticidas deve ser orientada para locais de abrigo destes insetos, assim como frestas e ranhuras existentes na estrutura. Podem ser aplicados também em superfícies, visando os locais por onde a barata supostamente irá caminhar.

PRICIPAIS DOEÇAS TRANMITIDAS PELAS BARATAS:
HEPATITE: Ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Assim que o alimento ingerido for para o intestino, rapidamente ele irá infectar os enterócitos da mucosa onde ele se multiplicará se espalhando pelo sangue, levando a infecção do fígado.
Os principais sintomas da doença é diarreia, febre, dores abdominais e náuseas, alguns pacientes também ficam com o olho e a pele amarelada. Na maioria dos casos dessa doença o paciente consegue alcançar a cura.
FEBRE TIFOIDE: febre tifoide que é causada pela Salmonellatyph, essa doença também é transmitida através de alimentos e água contaminada, mas ela também pode ser transmitida através de um beijo.
A barata também transmite outras doenças que são mais conhecidas como a tuberculose, conjuntivites, infecções urinárias, lepra e pneumonia.

Ratos

Os roedores são animais da ordem Rodentia e, ainda, da família Muridae. Essa família, um setor da classe dos mamíferos, abrange os ratos, camundongos e ratazanas.
Seus dentes incisivos , situados na porção anterior da boca, crescem continuamente. Têm formato de meio círculo, não possuem raiz fechada e a porção posterior do dente tem a dentina exposta. Então, o ato de roer permite que os dentes sejam afiados e não cresçam em excesso. Isto significa que, se esses animais não utilizarem os dentes (não roerem), os incisivos não param de crescer e podem voltar à raiz, ou seja, fechar o semi-círculo, prejudicando fatalmente o animal.
Assim, esses animais estão sempre roendo. Não importa se é alimento ou não, eles não podem ficar sem utilizar seus dentes. Devido a esse fator importante, os roedores passam a maior parte do tempo procurando substâncias para afiar os dentes. Além disso, podem viver e/ou andar nos mais diversos lugares, como galerias ou fios e cabos elétricos, o que causa grande prejuízo ao homem.
Os ratos possuem hábito noturno. Isto significa que eles saem em busca de alimento somente durante a noite, uma vez que é o período mais fácil de obter alimento e menos perigoso também. Mais ainda, utilizam principalmente o tato, a audição e o olfato para a obtenção do alimento, uma vez que esses sentidos são mais aguçados do que a visão. Como eles têm várias habilidades físicas – nadar, subir em locais altos, saltar ou mesmo equilibrar-se em fios e cabos – eles conseguem obter alimento mesmo que esse esteja em locais de difícil acesso. Eles podem bloquear a respiração por até três minutos, permitindo a natação dentro de canos e esgotos.

PRINCIPAIS ESPECIES:
Rattusrattus: Rato de telhado, rato preto, rato de navio
O adulto possui corpo esguio com 16 a 21 cm de comprimento podendo pesar de 80 a 300 gramas. Com pelagem delicada e dorso preto ou cinza, orelhas e olhos grandes e salientes em relação a cabeça. As patas possuem calos estriados e sem membranas interdigitais. A cauda é fina em chicote com poucos pêlos medindo 19 a 25 cm. São de hábito noturno e escalam com extrema facilidade. Possuem um raio de ação de 30-60m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 18 meses sendo sexualmente maduro entre 60-75 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 20 a 22 dias com 04 a 08 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 07 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano.
Os ninhos são geralmente acima do solo nos sótãos, forros das casas, arbustos, sacarias, frestas de muros, armazéns, porões de navios e nas áreas portuárias. Junto aos muros e madeiramento do telhado encontramos, muitas vezes, fezes e manchas de gordura causadas pelo atrito do corpo nestes locais. Em locais elevados, junto a vigas, canos e colunas encontramos mancha dupla nos locais de manobra para contornar obstáculos. As fezes são afiladas.
Mus musculus - Camundongo, catita, ratinho caseiro
O adulto possui corpo delgado com 8 a 9 cm de comprimento podendo pesar de 10 a 21 gramas. Com pelagem delicada e sedosa, orelhas grandes e salientes em relação a cabeça afilada, olhos pretos e salientes de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas são escuras e sem membranas interdigitais. A cauda é fina e sem pêlos medindo 8 a 10 cm. São de hábito noturno e escondem-se com extrema facilidade em locais estreitos e de difícil acesso. Possuem um raio de ação de 03 a 09 m em relação ao abrigo. Possui uma vida média de 12 meses sendo sexualmente maduro entre 42-45 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 19 a 21 dias com 05 a 06 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 4 a 8 filhotes com uma média de sobrevivência de 30 filhotes após o desmame por fêmea/ano.
Os ninhos são geralmente terrestres e acima do solo, geralmente no interior de residências. Realizam seus ninhos em guarda-roupas, frestas de rodapés, prateleiras de livros e móveis em geral onde notamos a presença de pelos, restos de alimentos, fiapos de pano, papel e outros detritos.
Rattusnorvegicus - Ratazanas, rato de esgoto, gabirú, rato pardo O adulto possui corpo robusto com 18 a 25 cm de comprimento podendo pesar de 250 a 600 gramas. Com pêlos ásperos, orelhas pequenas e arredondadas, olhos de tamanho pequeno em relação ao resto da cabeça. As patas possuem calos lisos e membranas interdigitais. A cauda é grossa e peluda medindo 15 a 21 cm. São de hábito noturno e transitam com extrema cautela sendo difícil visualizar suas atividades. Possuem um raio de ação de 30-45m em relação ao abrigo.
Possui uma vida média de 02 anos sendo sexualmente maduro entre 60-90 dias de idade. A gestação da fêmea dura de 22 a 24 dias com 08 a 12 ninhadas por ano. Cada ninhada possui de 08 a 12 filhotes com uma média de sobrevivência de 20 filhotes após o desmame por fêmea/ano. Vivem em colônias que agregam até algumas centenas de indivíduos em territórios definidos, e com a presença de dois grupos distintos, os dominantes e os dominados.

PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS PELOS RATOS
Leptospirose É uma zoonose causada por uma bactéria do tipo Leptospira que afeta seres humanos e animais podendo ser fatal. Durante chuvas e inundações, essa bactéria, presente na urina do rato, se espalha nas águas, podendo invadir casas e contaminar, através da pele, os que entram em contato com áreas infectadas. A longa permanência de pessoas na água favorece a penetração da bactéria pela pele limpa, sem ferimentos, e ela pode atingir rins, fígado e musculatura.
A leptospirose, nos seres humanos causa ampla gama de sintomas, mas alguns casos podem ser assintomáticas, isto é, não apresentam sintoma. Podem ser sintomas da doença: febre alta, fortes cefaléias (dores de cabeça), calafrios, dores , musculares, vômitos, icterícia (cor amarelada da pele), olhos congestionados, dor abdominal, diarréia e coceira. Um sintoma capaz de diferenciar-la de outras doenças é a insuportável dor na batata da perna, muitas vezes, o doente não consegue ficar de pé. Pode provocar alterações no volume e na cor da urina tornando-a mais escura. Complicações incluem falência renal, meningite, falência hepática e deficiência respiratória, caracterizando a forma grave da doença citada a cima. Pode levar a morte raramente. Normalmente, quando curada, a doença não deixa sequelas.
Hantaviroses: As hantaviroses são doenças provocadas pelo hantavírus, agentes etiológicos pentencentes a família Buyanviridae, encontrado em ratos silvestres que vivem em áreas rurais, onde foram registrados os casos da doença. Podem se apresentar sobre as formas de Febre Hemorrágica com Síndrone Renal (HFRS) e Síndrone Pulmonar por Hantavírus (HPS), sendo a segunda a única forma encontrada nas Américas. Não são específicas de nenhum grupo étnico e se comportam de forma estacional coincidindo com a presença e o maior número de roedores portadores do vírus.
Essa enfermidade não pode ser transmitida de pessoa a pessoa, ou seja, espirro, tosse, aperto de mão ou qualquer outro contato físico não representam risco de contágio.
A contaminação pelo hantavírus ocorre quando respira-se poeira com restos de fezes, urina ou saliva de ratos contaminados em ambientes fechados. Os moradores de áreas rurais, agricultores, caçadores, pescadores, pessoas que fazem trilhas, acampam ou freqüentam matas possuem maior risco de contrair a doença. Outras formas de transmissão para a espécie humana foram também descritas:- ingestão de alimentos e água contaminados;percutânea, por meio de escoriações cutâneas e mordeduras de roedor;contato do vírus com mucosa, por exemplo, a conjuntival; acidentalmente, em trabalhadores e visitantes de biotérios e laboratórios.
Peste bubônica ou peste negra: uma das doenças mais antigas que se têm registros. Transmitida pela pulga do rato de telhado. Até hoje, mata pessoas ao redor do mundo. Assim como a leptospirose, a peste bubônica também é tratada com antibióticos.
Tifo murinho O tifo murino também é conhecido como febre murina. É transmitido ao homem pela picada da pulga-do-rato infectada pela bactériaRickettsiatyphi.
Febre da mordida do rato A febre da mordida do rato é transmitida pela mordida do rato, estando o rato infectado pelo Spirillumminus. Os ratos mordem principalmente crianças e idosos que estejam confinados às suas camas. A transmissão ocorre pela saliva do rato.
Triquinose: A triquinose é causada pela Trichinellaspiralis. Os suínos ingerem as fezes ou cadáveres de ratos infectados, e o homem pode se contaminar pela ingestão de carne meio crua desses suínos. Por isso, a carne deve ser bem cozida ou assada, para matar as larvas de triquina.
SalmonelosesAs bactérias salmonelas causam envenenamentos alimentares, como graves gastroenterites.
As ratazanas são muito incriminadas pela contaminação dos alimentos, principalmente por freqüentarem ambientes com muita salmonela, como os esgotos. O homem adquire a doença ingerindo alimentos contaminados.
Sarnas e micoses As sarnas e micoses são os efeitos da ação de ectoparasitos. Ocorrem no homem e nos animais. Os ratos disseminam mecanicamente esses agentes causadores.

Cupins

Os mais encontrados estão em regiões mais quentes, portanto, se concentram nas regiões tropicais e subtropicais do globo terrestre.
As espécies sinantrópicas do Brasil são representadas por: Cryptotermeshavilandi, Heterotermestenuis, Nasutitermescorniger e Cryptotermesbrevis.
As castas exercem diferentes funções: a rainha e o rei têm função na reprodução e manutenção da colônia, a casta dos soldados, protege os ninhos, e a casta dos operários, que são as responsáveis pelo fornecimento de suprimento e construção do termiteiro e, é a casta mais numerosa.
Os cupins vivem em ninhos que podem ser construídos dentro de raízes, sob ou sobre troncos, no solo (sob a terra ou aflorado acima dela na forma de montículos) e, também, em construções, como paredes, rodapés, batentes de portas e caixas de força.
Os cupins são insetos que apresentam metamorfose incompleta, ou seja, o estágio imaturo não difere muito do estágio adulto, no que diz respeito à forma e preferência alimentar. O ciclo de vida desses insetos compreende os ovos, formas jovens (ou ninfas) e adultos.Os cupins têm polimorfismo, isto é, cada casta tem forma distinta. A casta dos reprodutores são os reis e as rainhas, que na câmara nupcial que escavam juntos, copulam e dão início a uma população. Dos ovos eclodem formas jovens, que irão se transformar em operários, soldados ou novos reprodutores.
Os operários são responsáveis pela construção dos ninhos, pela coleta de alimento, pelo cuidado de outras castas e, frequentemente, também colaboram na defesa da colônia. São estéreis, ou seja, não são capazes de se reproduzir.
Os soldados defendem a colônia contra inimigos e invasores. Possuem cabeça e mandíbulas grandes e apresentam uma grande variedade de formas e mecanismos de defesa, tanto mecânica como química. Muitos possuem glândulas especiais que produzem secreções de defesa.
Alimentam-se, basicamente, de materiais celulósicos, que encontram em papéis, estruturas de madeira e raízes de plantas, e para digeri-las têm associações com protozoários ou mais comumente com bactérias.
Na primavera, quando o ar está mais úmido, geralmente após uma chuva, machos e fêmeas enxameiam, ou revoam e, chegando ao solo, perdem as asas e formam os casais reais. Então, num pequeno buraco ou depressão próximo à uma madeira ou escavando uma câmara no solo, copulam, a rainha põe ovos e iniciam um novo ninho. Logo a população de operárias e soldados que destes nascem iniciam suas funções.

Métodos de controle para Cupins subterrâneos
Barreiras químicas
Consiste na injeção de inseticidas líquidos em perfurações ao longo da residência. Para utilizar este método preventivo deve ser feita uma análise prévia da existência de lençóis freáticos no local, uma vez que este procedimento pode contaminar águas subterrâneas. Esta técnica muito utilizada em áreas urbanas com alta infestação de Coptotermeshavilandi, como é o caso da cidade de São Paulo e Rio de Janeiro.
Barreiras Físicas
É um método preventivo que consiste em aplicar materiais impermeáveis a uma profundidade adequada, para que os cupins não consigam cruzar esta barreira. É uma técnica muito utilizada nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
Iscas
Este método tem como função, atrair os cupins para as iscas de madeiras ou papelão, tratadas com pesticidas. Os cupins, após se alimentarem destas iscas, se contaminam e dissemina o pesticida pela colônia, exterminado a mesma.

Métodos de controle para Cupins de madeira seca
A localização exata da infestação é importante para a realização da desinfecção.
o controle de cupins é baseado em tratar diretamente a madeira infestada. Em casos extremos, na casa ou na estrutura que precisam de mais atenção, um gás fumegante pode ser usado (fumigação). No geral, o controle pode ser conseguido com a injeção de inseticida líquido ou spray nas galerias através dos orifícios deixados na madeira.

Formigas

As formigas vivem em colônias e são divididas em castas, a casta das formigas rainhas, das formigas machos e das formigas fêmeas estéreis. Estas vão se diferenciar pelo tipo de alimento que lhes é fornecido durante toda a fase larval. Tal condição vai acabar por caracterizar as diferenças morfológicas de cada casta. Cada uma delas dura em torno de 15 anos, iniciando no momento em que uma formiga rainha cruza com um macho de casta diferente da sua e reproduz formigas obreiras e, terminando no momento em que a formiga rainha não consegue mais reproduzir.
As formigas são divididas em três tipos:
· Formigas rainhas: possuem asas e podem reproduzir fêmeas. Vivem aproximadamente de quinze a vinte anos.
· Formigas machos: possuem asas e vivem apenas algumas semanas com o único intuito de reproduzir
· Formigas fêmeas estéreis: são as formigas operárias ou obreiras, reproduzem machos sem a necessidadede serem fertilizadas. Vivem aproximadamente um ano. Cuidam da rainha, dos ovos, das larvas e de pupas

Formiga carpinteira - Camponotus spp.
Fazem seus ninhos principalmente em estruturas de madeira. Cascas de árvores, pilhas de madeira, batentes de portas, guarnições de janelas, forros, armários de madeira e até mesmo aparelhos eletrônicos podem abrigá-las.
Apesar de fazerem seus ninhos em madeira elas não se alimentam deste material Algumas espécies possuem hábito noturno enquanto outras são observadas forrageando durante o dia.Alimentam-se de uma variedade de alimentos, desde substâncias adocicadas até insetos.
Formiga fantasma - Tapinomamelanocephalum
Seus ninhos são frequentemente encontradas nas cozinhas e banheiros.A formiga fantasma necessita de muita umidade para sobreviver, assim são muito observadas sob ou sobre pias de cozinhas e banheiros, tanques de lavar roupa, etc.Vasos de flores podem abrigar ninhos da formiga fantasma, assim como debaixo de pedras, pilhas de objetos e em contato com o solo úmido.É muito comum nos hospitais brasileiros, podendo carregar vários tipos de bactérias.
Formiga lava pés - Solenopsis spp.
Reproduz-se basicamente por vôo nupcial. Gosta de todo tipo de alimento e prefere fazer seus ninhos em locais abertos e com muita incidência de sol. Seus ninhos são encontrados em calçadas, gramados e canteiros. Consta de um murundu de terra solta que quando mexido observa-se um grande número de operárias e larvas. Picam dolorosamente.
Formiga cabeçuda - Pheidolemegacephala.
O nome da formiga cabeçuda se refere ao tamanho desproporcional da cabeça dos soldados. É uma espécie que apenas ocasionalmente invade as estruturas humanas. Quando o fazem permanecem em contato com paredes que levam à área externa, sob batentes de portas e guarnições de janelas. Alimentam-se de uma variedade de comidas e dão preferência a proteínas.
Podem alimentar-se de substâncias açucaradas. Os ninhos são geralmente encontrados nas áreas externas ou nas paredes em contato com o exterior. Ocasionalmente podem entrar dentro das edificações em busca de alimento.
Formiga saúva - Atta spp.
A saúva, gênero Atta, é uma formiga cortadeira, ou seja, corta material vegetal (folhas e flores). As operárias da saúva alimentam-se basicamente da seiva que as plantas liberam enquanto estão sendo cortadas. Pedaços de material vegetal são levados até o formigueiro onde existe um fungo que as formigas cultivam.
Muitas pessoas confundem as saúvas com as quenquéns que também são formigas cortadeiras. Para diferenciá-las basta observar o número de pares de espinhos presentes no mesossoma. As saúvas apresentam três pares de espinhos e as quenquéns quatro pares.
Formigas Doésticas
As construções possuem muitos locais favoráveis para que as formigas façam seus ninhos. Os locais preferidos são atrás de paredes, armários, tomadas elétricas, condutes de eletricidade, dentro de batentes e portas de janelas, frestas nas calçadas, roda-pés e até mesmo dentro de aparelhos eletrônicos.
Formiga do Faraó - Monomoriumpharaonis
Apresentam coloração marrom-amarelada, com o gáster mais ou menos escurecido na parte posterior. Nidificam em diversos lugares e podem infestar aparelhos eletrônicos ou eletrodomésticos. Não apresentam vôo nupcial. As operárias, durante o forrageamento, andam em linha reta e não possuem movimentos rápidos.

Moscas

Moscas são insetos ativos, principalmente durante o dia, e repousam a noite.Quanto à alimentação, geralmente ingerem fezes, escarros, pus, produtos animais e vegetais em decomposição, açúcar, frutas entre outros. O alimento deve estar na forma líquida ou pastosa para que a mosca possa comê-lo. Para isso ela lança uma substância (saliva) sobre o alimento para dissolvê-lo e assim poder ingeri-lo.
As espécies mais importantes consideradas "pragas" são: Muscadomestica,Cochliomyiahominivorax e Dermatobiahominis.A Musca domestica é considerada uma praga urbana e é a mais importante, tendo em vista que pode transmitir organismos patogênicos (vírus, bactérias, protozoários, helmintos) que podem causar doenças no homem e em animais domésticos.
O controle não é fácil de ser feito, muitas vezes exigindo medidas diferentes para cada espécie. Em geral, só se utilizam medidas de controle quando a população destes insetos alcança um número alto capaz de provocar distúrbios ou transmitir doenças. Para se avaliar a eficácia das medidas de controle utilizadas, muitas vezes é necessário fazer uma estimativa da população existente. Essa estimativa pode ser realizada com bastante segurança e eficácia fazendo-se coletas semanais, de adultos e larvas, com armadilhas e iscas apropriadas, durante um ano consecutivo. Essa estimativa nos dará uma informação do número, dos tipos e da localização dos criadouros, bem como a variação estacional das larvas e adultos, com indicação das épocas mais adequadas para se fazer o controle. Em geral, pode-se afirmar que a deficiência dos serviços sanitários, como coleta e depósito de lixo, favorecem a multiplicação dessas moscas.

Pulgas

As pulgas são animais pertencentes ao Filo Arthropoda (animais com patas articuladas e exoesqueleto de quitina), Classe Insecta (possuem 3 pares de patas, 1 par de antenas e corpo dividido em cabeça, tórax e abdome), Ordem Siphonaptera (siphon = tubo; áptera = sem asas), com mais de 2.400 espécies conhecidas. No Brasil, já foram identificadas cerca de 56 espécies. Para diferenciar umas espécies das outras, os cientistas se baseiam, principalmente, nas numerosas cerdas presentes na cabeça, atrás das antenas, e nas localizadas próximas à boca.
A reprodução das pulgas é sexuada. São holometabólicos, ou seja, seu ciclo de vida compreende as fases de ovo, larva (3 ínstares), pupa e adulto. As fêmeas colocam de 300 a 400 ovos e somente após a sucção de sangue. Esses ovos podem ser depositados no hospedeiro, ninho ou chão, e eclodem após 2 a 16 dias. O período larval dura de 12 a 30 dias; formam um casulo pegajoso, onde se transformam em pupa do tipo livre (ficam aderidas ao ambiente). Após 7 a 10 dias, emerge o adulto.

Escorpião

Os escorpiões surgiram no mar e com certeza formam um dos grupos mais remotos de aracnídeos a conquistar a superfície da Terra. Esses animais adaptaram-se muito bem ao meio ambiente urbano e atualmente, convivem desarmonicamente com a sociedade devido ao mal-estar biológico que seu veneno pode causar no corpo humano.
Os escorpiões geralmente possuem hábitos noturnos e vivem sob cascas de árvores, pedras, fendas de rochas ou buracos no solo, onde descansam e protegem-se dos seus predadores. A maioria das espécies vive no ambiente terrestre como florestas, pastagens ou desertos, porém, algumas vivem em cavernas, zonas entremarés, sobre as árvores ou associadas às bromélias.

Escorpião amarelo
A espécie Tityusserrulatus é a mais importante devido a potência do seu veneno e a abundância de indivíduos no ambiente urbano. Chamado de escorpião-amarelo mede aproximadamente de 6 a 7 cm Possui a coloração do corpo amarelada e apresenta, no quarto segmento da "cauda", uma serrilha, facilmente visível, além de uma mancha castanho escura no último segmento anterior à glândula de veneno. A reprodução dos escorpiões difere quanto ao tipo. No escorpião amarelo ela se dá por partenogênese, isto é, os óvulos se desenvolvem originando um novo indivíduo sem a necessidade de uma fecundação, bastando para isto que a fêmea encontre boas condições de calor e alimentação. Dessa forma, a população de escorpiões amarelos é constituída somente de fêmeas. Esta característica de reprodução faz com que essa espécie seja disseminada com maior facilidade.
Escorpião preto
A espécie Tityuscambridgei, presente somente na região amazônica, possui coloração do corpo, patas e pedipalpos quase negra e mede aproximadamente 8,5 cm. Tanto Tityusstigmurus como a espécie Tityuscambridgei são vulgarmente chamados de escorpião-preto. A reprodução dos escorpiões pretos, ao contrário do escorpião amarelo a reprodução é cruzada, havendo para isto a necessidade do encontro de machos e fêmeas em períodos determinados do ano. Em ambos os casos, o número de filhotes varia de 15 a 25. Logo após o parto, os filhotes sobem no dorso da mãe, permanecendo ali por um período de aproximadamente uma semana, tempo este necessário para que sofram a primeira muda de pele. Após isto, descem e se dispersam, começando uma vida totalmente independente.
Tityusbahiensis mede também cerca de 6 a 7 cm e possui coloração do corpo e do metasoma marrom. Também conhecido como escorpião-marron, os pedipalpos e patas desses animais apresentam manchas escuras.
O Tityusstigmurus, de coloração amarelo-escuro, apresenta um triângulo negro no cefalotórax, uma faixa escura longitudinal mediana e manchas laterais escuras nos tergitos. Essa espécie também mede cerca de 6 a 7 cm e está presente somente na região nordeste do Brasil. Por sua vez.
Finalmente, a espécie Tityusmetuendus possui coloração do corpo vermelho-escuro, quase negro, com manchas avermelhadas no dorso. As patas contêm manchas amareladas e o metasoma apresenta um espessamento no 4° e 5° artículos. O indivíduo adulto dessa espécie também mede por volta de 6 a 7 cm de comprimento.

Aranhas

As aranhas possuem algumas características exclusivas, a saber, fiandeiras, associadas à glândulas de seda (teia), pedipalpos modificados em bulbo copulador nos machos e glândulas de veneno associadas às quelíceras.
A maioria das aranhas possui porte pequeno, entre 2 e 10 mm, mas algumas espécies de caranguejeiras podem atingir até 30 cm. As aranhas são predadores, portanto têm estratégias para capturar suas presas. Sendo importantes e fascinantes seres do ambiente natural, ocupam praticamente todos os habitats disponíveis, e também ocorrem no ambiente sinantrópico (junto ao homem).
As espécies de aranhas que acabam se aproximando do ambiente urbano o fazem geralmente quando seus habitats naturais são destruídos pelo próprio homem, o que acontece, por exemplo, quando são desmatadas áreas para construções, de forma que o homem é quem se aproxima da casa desses animais, favorecendo o contato que pode resultar nos acidentes.
Algum tempo após a cópula, a fêmea põe até 3.000 ovos. Para isso, ela tece um disco de seda, onde são depositados os ovos. Em seguida, ela tece outro acima dos ovos, fechando-os dentro de um aglomerado de seda, em forma esférica, denominada ooteca ou ovissaco. A ooteca é um microhabitat favorável para a proteção dos ovos. Como cuidados parentais adicionais os ovissacos são presos à teia, escondidos no abrigo da aranha mãe, ou ainda carregados nas quelíceras ou nas fiandeiras da fêmea.
Antes do acasalamento e da corte, o macho tece uma pequena teia espermática, na qual ele ejacula uma gota de esperma. Ele encosta a ponta do pedipalpo no líquido espermático e enche o reservatório. Com o pedipalpo cheio ele sai em busca de uma fêmea receptiva. A fêmea tem que reconhecer o macho como parceiro e não como comida. Para isso, várias adaptações e padrões comportamentais, como por exemplo, a percepção de estímulos químicos e táteis e visuais é parte de sua comunicação. Ao encontrar uma teia, o macho pode determinar se ela foi produzida por uma fêmea adulta da mesma espécie.

Principais Grupos de aranhas
Infraordem Araneomorphae
- Gênero Loxosceles (Família Sicariidae) - Aranhas-Marrons
- Gênero Phoneutria (Família Ctenidae) - Aranhas Armadeiras
- Gênero Latrodectus (Família Theridiidae) - Viúvas-Negras
Infraordem Mygalomorphae (caranguejeiras)

Pombos

Os pombos são aves comuns em quase todas as cidades brasileiras e em todos os meses do ano. Considerados como símbolo da paz e alimentados por milhares de pessoas, poucos sabem do perigo à saúde pública que estes animais significam. Suas fezes podem conter fungos e outros microrganismos causadores de doenças graves como a criptococose, psitacose e salmonelose. Desta forma,.as fezes devem ser umedecidas antes de serem retiradas, para evitar a inalação de esporos de fungos e outras formas causadoras de doenças. Outros organismos, tais como, piolhos, ácaros e pulgas também podem afetar o ser humano caso esteja próximo a seus ninhos. Armazéns de alimentos humanos ou de animais também podem ser contaminados, especialmente silos que armazenam grãos e sementes. Suas fezes também sujam e destroem o patrimônio, pois são ácidas e deterioram materiais. Seus ninhos entopem calhas e quando ocorrem próximo a aeroportos podem ocasionar acidentes à aviação.

METODOS DE CONTROLE
Limpeza dos locais infestados: - Considerando-se que as fezes dos pombos e pássaros são elementos de alta propagação de microorganismos patogênicos, a limpeza dos locais infestados constitui medida prévia obrigatória em qualquer ação de controle.
Será feito o umedecimento das fezes com água, água sanitária ou outro desinfetante, procedendo-se, então, a limpeza e descontaminação do local.
A destinação sanitária dos resíduos é outro passo fundamental de segurança.
Finalização do serviço com a utilização de bactericidas específicos que melhor garantam a descontaminação.
Gel Repelente - Causa uma sensação de queimadura nos pombos espantando-os definitivamente do local.Este processo se mantém ativo por 06 (seis) meses. E assim educando o pássaro a não voltar mais naquele local. Nosso processo é eficaz (repele sem ferir o pássaro); Com a limpeza dos locais infestados e aplicação de gel repelente (sem cheiro e não tóxico), você terá a tranqüilidade de volta e a eliminação por completo dos riscos de contrair doenças causadas por estas aves.
Educação do Cliente: ( conscientização ) - Para todo e qualquer trabalho no controle de pombos a principal arma ao combate é a limpeza e retirada de toda e qualquer fonte de alimento e abrigo. Portanto é necessário uma parceria com o cliente para que se elimine os pontos de alimentação tais como não deixar alimentos jogados pelo chão. O manejo de rações, guarnições, restos alimentares e o acondicionamento adequado do lixo representam medidas relevantes no controle de pombos e pássaros, bem como de outras pragas urbanas (baratas, moscas, roedores)
Barreiras físicas(Telas protetoras) -Bloqueiam a entrada de pombos e outras aves em áreas abertas como galpões, vãos livres, lugares de edificações telhados forros impedindo a entrada de aves.
Barreiras físicas(Espículas) – Consiste na instalação de pontas de silicone flexíveis que impede o pouso do pássaro devido ao material utilizado. Não provoca nenhum ferimento à ave.

Brocas

Brocas são pequenas larvas de besouros, sendo as mais comuns pertencentes à família Anobiidae e Lyctidae.Constantemente confundidas com os cupins (Isópteros), as brocas (Coleópteros) diferenciam-se dos primeiros uma vez que ao invés de deixarem orifícios repletos de pó na forma de pequenos grânulos, deixam o material completamente corroído na forma de um pó fino, como um talco. Além disso, elas não são insetos sociáveis, ou seja, apesar de comporem uma quantidade imensa de indivíduos na infestação de um local, cada um vive independente do outro.Brocas são seres capazes de sobreviver em condições de umidade bastante baixas (30%). São encontradas em livros, couro, madeira, forros, batentes, tecidos, gesso e até cabos elétricos.
Em cada ovipostura as brocas colocam de vinte a oitenta ovos. No caso dos Anobídeos, esta ocorre em frestas e orifícios, enquanto nos Lictídeos ela ocorre no interior dos vasos da madeira, onde há grandes concentrações de amido. O desenvolvimento é do tipo metamorfose completa, ou seja, passam de ovo para larva, seguido de pupa, finalizando seu desenvolvimento no inseto adulto. O tempo necessário para atingir a fase adulta pode variar de quatro meses a três anos, de acordo com as condições ambientais e nutritivas, sendo a fase larval a mais longa.

Traças

Sob o nome genérico de "traças", estão três grupos de insetos reunidos em duas Ordens, as "traças dos livros" ou "traças prateadas", Ordem Thysanura; e as "traças das roupas" e "traças de produtos armazenados", ambas pertencentes à Ordem Lepidoptera (mariposas e borboletas).
Em áreas urbanas, as traças podem infestar roupas, papéis, estofados, livros, frutas secas, grãos ou outros alimentos armazenados e muitos outros produtos manufaturados. Em culturas agrícolas, atacam hortaliças e frutos frescos, e outras, se alimentam da cera dos favos produzidos pelas abelhas, destruindo-os e causando perdas aos criadores de abelhas melíferas.
As traças têm preferência por ambientes úmidos e apresentam hábitos diurnos e noturnos, sendo ativas à noite e escondendo-se durante o dia, evitando contato direto com a luz. Assim, ao acender-se a luz de um aposento, as traças procuram se esconder em frestas ou atrás de móveis e quadros. São muito ágeis e escondem-se rapidamente em frestas de móveis, armários, rodapés e caixas, sendo este último, o principal veículo de dispersão do inseto, levada junto a livros e utensílios domésticos em casos de mudança.
Algumas traças adaptaram-se muito bem ao ambiente urbano, como a espécieLepismasaccharina L. São onívoras, alimentando-se do amido de papéis velhos, capas de livros (papelão), papel de parede, cola de livros, roupas, lençóis e sedas, além de farináceos em geral. Em museus, bibliotecas, tecelagens, supermercados, hotéis e em muitos outros estabelecimentos comerciais, as traças devem ser monitoradas com rigor, para evitar infestações severas e danos significativos.
s traças das roupas são pequenas mariposas pertencentes à família Tineidae, da ordem Lepidoptera, sendo o gênero Tineola o de maior importância econômica em áreas urbanas.Essas traças apresentam asas estreitas e acuminadas, voam pouco e não são atraídas pela luz, sendo encontradas em locais escuros, tais como armários e gavetas. Seu desenvolvimento é influenciado pela umidade, sendo o ambiente ideal aquele com umidade relativa próxima a 75%, aquecido e escuro. Sua coloração é clara, medindo aproximadamente 1,5 cm de comprimento. Apresentam tufos de cerdas de coloração avermelhada na cabeça e antenas mais escuras do que o restante do corpo.
O desenvolvimento é holometabólico, ou seja, apresentam metamorfose completa (compreende as fases de ovo, larva, pupa e adulto). A reprodução é sexuada e as fêmeas depositam uma média de 40 a 50 ovos em um período de 2 a 3 semanas, morrendo logo após a postura. Os ovos, que possuem uma secreção adesiva, ficam aderidos às fibras dos tecidos das roupas. As larvas sofrem de 5 a 45 mudas, dependendo da temperatura ambiente e do tipo de alimento disponível. Possuem o corpo esbranquiçado com a cabeça escurecida e, no caso da espécie Tineolauterella (a espécie mais comum), tece um casulo com a aparência de um estojo chato em forma de losango, aberto em ambas as extremidades, que se desloca pelas paredes das residências e, enquanto se alimentam, podem ficar parcialmente cobertas por ele.
Nas residências, encontram-se dentro de armários, guarda-roupas, presas às paredes, junto a papéis e próximas ou dentro de rodapés, portanto, a alimentação consiste de lã, pena, pêlo, cabelo, couro, poeira, papel e ocasionalmente de algodão, linho, seda e fibras sintéticas. Sua preferência alimentar são roupas usadas sujas de bebidas, alimentos, suor ou urina, além daquelas guardadas por muito tempo. Quando as larvas estão prontas para pupar, elas migram à procura de frestas.

Acaro

Espécies do gênero Ornithonyssus, conhecidos entre nós como "piolhinhos" de ninhos de galinhas, podem parasitar os humanos, sugando sangue e provocando uma dermatite, com prurido (coceira) intenso na maioria das vezes.
A espécie Demodex canis pode infectar os humanos, causando doença benigna de curta duração. Nos humanos, o Demodexfolliculorum, de maior ocorrência, habita os folículos pilosos presentes no rosto, costas e peito, e o Demodexbrevis, de pequena prevalência, habita as glândulas sebáceas. Ambos são causadores do cravo de pele, embora seja difícil se estabelecer uma relação entre tais alterações e a presença de ácaros. O cravo e a acne são decorrentes de anomalias na eliminação do conteúdo das glândulas sebáceas presentes na pele; dessa forma, o parasito poderia prejudicar o fluxo sebáceo iniciando ou agravando o caso.
Algumas espécies da família Trombiculidae podem parasitar o homem causando dermatite pruriginosa. Essas são conhecidas por "micuins" e, além de causarem prurido intenso, são transmissores de Rickettsia.

Carrapatos

São ectoparasitos importantes para a saúde pública e animal, porque podem causar injúrias diretas e indiretas a seus hospedeiros, além da transmissão de agentes patogênicos. As famílias Ixodidae e Argasidae distribuem-se em todos os continentes e compreendem, respectivamente, os carrapatos popularmente conhecidos como carrapatos duros, com aproximadamente 680 espécies descritas e os carrapatos moles, com 183 espécies. Na região Neotropical ocorrem 80 espécies de Argasidae e 120 de Ixodidae.
Todos os estágios fixam-se em seus hospedeiros por um tempo relativamente longo para alimentar-se. Neste grupo estão incluídos a maioria dos carrapatos de interesse médico-veterinário. Os argasídeos, também conhecidos como "carrapatos moles", recebem esta denominação porque não possuem escudo. Nesta família estão os carrapatos de aves e os "carrapatos de chão".
Os argasídeos habitam ambientes restritos durante sua vida. Seu habitat, a saber, pocilgas, galinheiros, pombais ou cabanas rústicas, estão intimamente associados ao do homem e dos animais domésticos. Ocorrem também em locais remotos, longe das habitações humanas, tais como solo solto, cascas de árvores, tocas de animais, cavernas e ninhos de aves silvestres e marinhas. Aqueles que habitam ninhos vivem em micro-habitats relativamente estáveis, alimentando-se e reproduzindo-se continuamente durante o ano. Em argasídeos e ixodídeos que habitam ninhos, o desenvolvimento pode ser adaptado sazonalmente, podendo uma geração levar um ano ou mais, em climas temperados.

Carrapato do Cão
Rhipicephalussanguineus( Latreille, 1806). "Carrapato vermelho do cão".
Espécie de grande importância veterinária. Esse é um carrapato típico de três hospedeiros (larvas, ninfas e adultos vivendo em hospedeiros separados), comumente encontrado parasitando o cão e outros mamíferos e aves. Não foram encontradas evidências. de que esta espécie possa parasitar o homem, limitando-se, o seu parasitismo, aos cães e aos gatos. Os adultos, preferem instalar-se na pele, entre o coxim plantar e as orelhas do cão. Seu ataque, causa grande irritação e desconforto nos animais, com perdas de sangue. Os adultos, têm uma forte tendência para escalar muros e cercas, freqüentemente abrigando-se em frestas e forro dos canis, em grande número, debaixo de móveis e outro locais. Eles desprendem-se dos cães, em qualquer fase de desenvolvimento, espalhando-se pelas habitações, encontrados às vezes em grandes números, sendo de difícil controle. É o vetor da babesiose (Babesia canis) e erlichiose (Erlichia canis) canina.
Carrapato do Cavalo "Carrapato Estrela"
Amblyommacajennense (Fabricius, 1787)
O hospedeiro preferido da fase adulta é o cavalo e o boi, podendo parasitar também outros animais domésticos e silvestres. Esta espécie comumente ataca o homem em enormes quantidades nas estações secas e frias, em qualquer fase de sua evolução.
No Brasil as formas adultas recebem ainda as denominações de "rodoleiro" em muitas regiões do país, "picaço", no sul de Minas Gerais e "carrapato rodolego", em Sergipe. As larvas ou as ninfas desses carrapatos são denominadas popularmente de "micuim", "carrapato pólvora", "carrapato-fogo", "carrapato meio-chumbo" e "carrapatinho". Sobem em grande número nas gramíneas, em certas épocas do ano, atacando o homem, produzindo intenso prurido e uma lesão granulomatosa, especialmente ao redor da cintura e pernas, que pode levar vários meses para cicatrizar.
É o vetor da Babesioseeqüina no Brasil e da Febre Maculosa no homem, na América Central, Colômbia e Brasil, causada pelo Rickettsiarickettsi, uma zoonose que circula entre carrapatos e hospedeiros vertebrados.
O carrapato Amblyommacajennense necessita de três hospedeiros de espécies iguais ou diferentes para completar seu ciclo de vida, que pode variar de um a três anos, dependendo das condições climáticas. No Brasil, as infestações por larvas ou mucuins são observadas particularmente a partir dos meses de março-abril até meados de julho quando se inicia o período ninfal. As larvas podem permanecer no ambiente até 6 meses sem se alimentar.
Após a fixação das larvas no hospedeiro, estas iniciam o repasto (linfa e/ou sangue e tecidos digeridos) durando esta fase de parasitismo aproximadamente cinco dias. Após este período, as larvas desprendem-se do hospedeiro, caem no chão e buscam abrigo no solo, para realizar uma muda para o estágio ninfal, que ocorre em um período médio de 25 dias.

CONTROLE
Para se prevenir dessas patologias, faz-se necessária a utilização de métodos de controle do carrapato.
O uso incorreto de um carrapaticida (subdose, preparo inadequado ou aplicação mal feita) faz com que o carrapato não morra após o contato com o produto. Cada vez que carrapatos sobrevivem à aplicação de carrapaticida, podem transmitir à geração seguinte informações genéticas de como sobreviver aquele produto. É a chamada "resistência". A resistência instalada para um produto, com grande chance, também será para outros produtos do mesmo grupo. Por isso, não há muitas opções, em caso de resistências de carrapatos a carrapaticida. Como é praticamente impossível eliminar todos os carrapatos, é recomendável que se utilize sempre o mesmo produto de carrapaticidas, ou produtos do mesmo grupo ou família, por um período aproximado de dois anos, no máximo, e da melhor maneira possível.
Tempo máximo sem se alimentar:
Larva - até 60 dias.
Machos adultos - até 200 dias.
Fêmeas adultas - até 220 dias.

Mosquito / Pernilongo

Mosquito e pernilongo são termos gerais para se referir a diversos insetos da família Culicidae. As fêmeas em muitas regiões são designadas vulgarmente como melgas outropeteiros. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres, que são estruturas responsáveis pelo equilíbrio do inseto durante o vôo.
Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas que os machos, que apresentam antenas plumosas.
As fêmeas na maioria das espécies de mosquitos são hematófagas, ou seja, sugam sangue de outros animais, o que lhes deu a fama de serem os mais mortíferos vetores de doenças conhecido pelo o homem, matando milhões de pessoas ao longo de milhares de anos. O comprimento varia, mas raramente é superior a 16 milímetros, e peso de até 2,5 mg. Um mosquito pode voar por 1 a 4 horas continuamente até 1–2 km / h , viajando até 10 km em uma noite. A maioria das espécies alimenta-se no período de menos luminosidade, do entardecer ou amanhecer.

Ciclo De Vida Do Mosquito
Estágio do adulto
O mosquito do adulto é o começo e o revestimento do ciclo de vida. O trabalho do mosquito masculino deve fertilize fêmeas assim que podem reproduzir. O trabalho da fêmea deve encontrar uma refeição de sangue que a permita de produzir ovos e os propagar. Uma fêmea pode colocar milhares dos ovos durante o curso de sua vida.
Estágio do ovo
Os ovos podem ser colocados diretamente na superfície da água (única ou em jangadas do ovo), ou no exemplo de alguma espécie, no lado dos recipientes ou na grama ou as folhas ao lado das valas ou das camas do lago ou da alguma outra área que puderem um dia immersed na água. Os ovos de algumas espécies podem remanescer dormant por diversos meses que esperam a água para terminar seu ciclo de vida.
Uma vez que os ovos têm a água, faz exame de aproximadamente 2-3 dias para que tornem-se e choquem-se larvas (o tempo pode variar devido à temperatura ou às outras circunstâncias).
Estágio larval
A maioria de espécies das larvas respiram na superfície da água através de um tubo do sifão em sua extremidade da cauda. Algumas espécies colocam flat de encontro à superfície da água, quando outras perfurarem a raiz de plantas submersas e respirarem através do sistema da raiz.
Faz exame de aproximadamente 4-6 dias para que as larvas terminem o processo quatro instar (molts). Como com o estágio do ovo, o frame de tempo pode variar devido à temperatura e às algumas outras circunstâncias.
Estágio De Pupal
Uma quarta larva instar ondula acima no último dos estágios immature, das crisálidas ou do "tumbler." As crisálidas não comem, elas flutuam no alto da água, respirando através de um tubo pequeno minúsculo. Cairão ao fundo da água para evitar predadores, mas necessitam retornar à superfície para continuar respirando.
O estágio pupal dura aproximadamente 7 dias, o processo final do desenvolvimento que é o mosquito do adulto que emerge do escudo pupal. O mosquito do adulto remanesce na superfície da água por um período curto, secando suas asas e voando então fora para comer e acoplar-se.

DOENÇAS TRANSMITIDAS:
As doenças de importância médica ao homem, tais como:
- Maleita ou malária
- Dengue
- Filariose
- Leishmaniose

Marimbondo

Existem espécies solitárias e sociais. Os marimbondos (vespas) solitários fazem seus ninhos das mais diversas formas; a maioria caça lagartas e leva para dentro de seus ninhos para servirem de alimento às larvas. Identifica-se um marimbondo solitário, pois, na maioria das vezes, possuem coloração preta com manchas amarelas e variam de 10 a 25 mm de comprimento.Popularmente, todas as espécies de himenópteros que não são as abelhas nem as formigas, são conhecidas como vespas ou marimbondos. Algumas vespas são sociais, ou seja, apresentam simultaneamente sobreposição de pelo menos duas gerações adultas, cuidado cooperativo com a prole e divisão de trabalho reprodutivo, enquanto outras são solitárias. As sociais são familiares à maioria das pessoas e apresentam uma sociedade de castas, com a rainha, operárias e machos. Apenas as fêmeas podem ferroar, devido à presença do canal de saída do ovo (canal ovipositor).
O ninho das vespas sociais é construído com um material muito semelhante a papel, formado por madeira ou folhagem mastigada e elaborada pelo inseto. A rainha começa a construção de um novo ninho e ela mesma se encarrega de nutrir as primeiras larvas. Pouco tempo depois as operárias (nascidas da primeira ninhada) assumem o papel de cuidar das larvas e a rainha passa a apenas depositar os ovos. Nesta seqüência são depositados ovos que darão origem a machos e fêmeas.Possuem abdome pedunculado (na maioria), quatro asas membranosas (sendo as anteriores muito maiores que as posteriores), antenas menores que o corpo, capazes de perceber odores; geralmente apresentam aparelho bucal mastigador muito forte e possuem hábito diurno. Seu sistema de visão é formado por dois olhos compostos e três simples. Atuam na polinização das plantas e também fazem o controle de pragas agrícolas, uma vez que se utilizam de insetos para alimentar as crias. São atraídos por carne, peixes, sucos de frutas e xarope de gengibre.

Percevejos

Os percevejos-de-cama são pequenos insetos com formato oval que medem menos de 1 cm de comprimento. Possuem coloração castanho-avermelhada e o corpo achatado, mas não apresentam asas.
Alimentam-se de sangue humano, e como normalmente ficam escondidos durante o dia, picam as pessoas durante a noite, principalmente quando elas estão dormindo. Os percevejos adultos, contudo, conseguem viver até um ano sem se alimentar.
As camas são os locais mais comuns para esses insetos se alimentarem, se esconderem ou depositarem seus ovos. Além delas eles podem se abrigar em poltronas, cadeiras estofadas, fendas nas paredes e molduras e pilhas de roupa. Isto significa que praticamente qualquer local escuro e protegido pode se tornar ótima moradia para os percevejos.
Apesar de não transmitirem doenças para o homem, os percevejos causam grande desconforto. As picadas podem causar prurido, inchaço e inflamação, levando à irritação da pele e até a uma infecção. Com o passar do tempo, a exposição constante à saliva injetada durante a sua alimentação pode resultar em uma reação alérgica a picadas em pessoas mais sensíveis.

Lagartas

Esses insetos pertencem, na classificação científica, à Ordem Lepidoptera, Família Nymphalidae e Subfamília Brassolinae. Essas duas espécies, de maior importância por causarem prejuízos aos homens, recebem os nomes científicos deBrassolissophorae e Brassolisastyra.
A lagarta é a forma nociva dessas pragas, tendo grande importância econômica por serem desfolhadoras. São capazes de devastar as copas das árvores em plantações voltadas a produção de frutos ou outros produtos, retardando seu crescimento e diminuindo sua produtividade, mas, geralmente não há a morte da planta. Além dos prejuízos econômicos, fazem com que as plantas usadas para ornamentação percam muito de sua beleza, deixando muitas vezes plantas sem folhas em clubes, residências, praças, parques e avenidas.